Mostrar mensagens com a etiqueta D-Fernando Saxe Coburgo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta D-Fernando Saxe Coburgo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ratificação do juramento de D.Fernando




Depois da morte de D.Maria, D.Fernando seu marido convoca de imediato o conselho de Estado confirmando que o executivo continuaria em funções e em 15 de Dezembro dirigiu uma carta ao presidente da Câmara dos Pares participando-lhe que queria que a 19 desse mesmo mês fosse marcada uma reunião extraordinária para ratificar o seu juramentos.

Disse nessa altura referindo-se ao futuro rei , que no seu espaço de regência até à maioridade de D.Pedro

será o meu maior desvelo dar-lhe lições de pai e conselhos de amigo, para se tornar cada vez mais digno de ocupar o trono glorioso de seus augustos antepassados.

A coroação

Quando sua mãe a rainha D.Maria II morreu de parto com apenas 34 anos no dia 14 de Novembro de 1453 o príncipe herdeiro D.Pedro tinha apenas 16 anos, pelo que teve que aguardar 2 anos pela subida ao trono quando atingisse a maioridade, tendo sido seu pai D.Fernando de Saxe.Coburgo Gotha assumido as funções de regente,

Assim a 11 de Setembro de 1855, 5 dias antes do seu dia de aniversário, por proposta de Rodrigo da Fonseca o ministro do Reino, era promulgado por D.Fernando o decreto que regulamentava a coroação de D.Pedro.

Assim a 16 de Setembro, nas Cortes, depois do discurso do príncipe regente, o cardeal-patriarca apresentou ao rei os evangelhos, que com o ceptro real na mão esquerda, e a mão direita sobre o missal proclamou o juramento prescrito no art 76º da Carta Constitucional dizendo

Juro manter a religião Católica, Apostólica e Romana, a integridade do Reino, observar e fazer observar a Constituição Política da Nação e mais leis do Reino e prover ao bem geral da Nação, quanto em mim couber.

O alferes-mor dirigia-se então a uma das janelas, gritou ao povo

Real, real pelo muito alto e muito poderoso e fidelíssimo rei de Portugal o senhor D.Pedro V

Seguir-se-ia um Te Deum na Sé de Lisboa, uma parada militar no Terreiro do Paço, e à noite no Teatro D.Maria II a família real assitiu a Um auto de Gil Vicente de Almeida Garret